Há uma teoria no Direito Penal brasileiro chamada os frutos da árvore envenenada.
Foi uma metáfora criada para explicar que a prova no processo obtida de forma ilícita não pode ser considerada, tendo em vista a sua natureza, a forma ilegal e ilegítima como foi conseguida. Dessa forma, ela tem que ser extirpada dos autos como se nunca lá estivesse estado, sob pena de contaminar todo o restante do processo.
Não é necessária muita divagação acerca do significado dessa teoria, basta tão somente
uma interpretação literal.
A árvore ao estar contaminada tem o condão de contaminar todos os seus frutos, nenhum sobrevive.
Ninguém sobrevive...
Há cascos lindos, mas quando nos aproximamos para saborear o recheio, percebemos que o interior está estragado, impróprio para o uso.
Há pessoas impróprias para amar...
Frutos sadios unidos com frutos doentes propagam a contaminação a toda floresta.
Não há salvação, tampouco exceção.
Os frutos bons e os podres quando se misturam destroem o pomar, arrancam raízes, envenenam as flores e murcham os corações.
E diante a tanto veneno apenas nos cabe lamentar ao ver corações que custaram uma eternidade para se encontrar sendo arrancados uns dos outros com tanta covardia.
VOCÊ É MAIS FORTE DO QUE PENSA
1 hora atrás